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Publicado: Terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Horóscopo do Torcedor - Parte I

Horóscopo do Torcedor - Parte I
Fonte: UOL Esporte.

No mundo real e na fantasia, achamos diversas maneiras de definir a personalidade das pessoas. Veja só, por exemplo, no universo de Harry Potter, temos as casas, no nosso mundo temos o horóscopo (vamos deixar de fora o fato dele também poder ser considerado uma fantasia), fora as definições que não possuem nomenclatura, mas também são usadas, que envolvem muito mais estereótipos.

As bases do meu mundo particular são três: futebol, música e política.

Eu diria que o futebol é o meu macro universo. Ele baseia muitas situações da minha vida. Fui criado desde sempre envolvido nesse meio, seja jogando, de verdade ou virtualmente (principalmente virtualmente, onde sou melhor), assistindo, frequentando estádios e conversando demais dentro de casa sobre o assunto com meu pai e meu irmão. E é esse tema que uso, particularmente, para definir a personalidade das pessoas.

Eu, de verdade, consigo reconhecer o time que uma pessoa torce através de uma breve convivência. Parece mágica, mas não é. Há fundamentos.

Todos nós que convivemos nesse universo sabemos um pouco da personalidade de cada torcedor. Eu convido você leitor, que convive ou não no meio futebolístico, a um exercício. Vou citar meus exemplos estereotipados de torcedores, tente aplica-los às personalidades das pessoas que você conhece que torcem para cada um dos times citados, no seu comportamento cotidiano, mas excluindo o futebol.

Por exemplo, o corintiano é o cara que consegue ser razoável em sua loucura. Esse tipo de torcedor, e pessoa, sabe falar sobre diversos assuntos sem perder a compostura (mas às vezes perde). Mas sabemos também que ele não gosta de perder a razão (mesmo que não a tenha). Mas eu ainda digo que é fácil ser amigo de um corintiano. E até ser melhor amigo!

O São Paulino geralmente é alguém bem sucedido. E chato. Eu acho que nunca gostei de algum torcedor do São Paulo na vida. Com raras exceções, o São Paulino jura que seu time é o melhor do mundo. E ele jura isso tão bem que chega a enganar a si próprio.

O Palmeirense geralmente é meio sem noção. Ele sabe que o time dele não é o melhor, mas também sabe que não é pior. Nesse meio termo às vezes ele se perde, tanto para reconhecer seus méritos, quanto para reconhecer suas falhas.

Eu nunca conheci um santista. Pelo menos nenhum com menos de cinco décadas. Então não tenho propriedade para falar.

Claro que essa é só a minha ótica e provavelmente já tenho leitores me xingando. Mas eu acredito que todos tenham entendido o que quis dizer e cada um pode julgar diferente... Até porque sua ótica depende do time que você torce.

Dedicarei a próxima parte desse texto a explicar a relação das duas outras bases do meu mundo, relacionando com essa primeira. Eu juro que vai ser interessante.

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Marcelo Sandy

Marcelo Sandy

Marcelo Sandy é um jovem ituano, palmeirense, aspirante a cronista. Escreve textos reflexivos que levam os leitores a pensar sobre diversos temas. Seu foco principal são as crises existenciais do ser humano.

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