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Publicado: Terça-feira, 10 de julho de 2018

Com o Brasil de fora

Então. Isso mesmo. Com o Brasil fora da Copa do Mundo de 2018, em poucos dias a gente até se conforma. Também, por que se haveria de alimentar tristeza sem remédio?

No entanto, quanta gente, mesmo assim, não estará curiosa por assistir um embate diferenciado logo mais, às 15 horas deste dia 10. Daqui a pouco,na verdade. Modo de tempestivamente explicar, vez que a leitura, para a maioria das pessoas, se dará obviamente depois do jogo consumado. Faz de conta que fora redigido uns dias atrás. Valem as considerações e o fulcro do tema.

A França e Bélgica, a primeira de futebol leve e corrido, com entrosamento perfeito quanto aos passes certeiros entre si, a segunda nem tão bem ordenada mas com espírito de luta fremente. O encontro então da classe aperfeiçoada contra o ímpeto e a velocidade.

O fascínio do futebol, como no geral outros jogos e disputas, é o da imprevisibilidade. Volta e meia acontece de o favorito ser vencido pelo oponente. Do contrário, as disputas perderiam a graça.

Mesmo isso tudo bem posto, é certo que o mundo se aprimorou notoriamente na prática dessa modalidade de condução da bola apenas com os pés. A partir dessa premissa fica óbvio que vale sim o mérito pessoal dos poucos que se notabilizam sozinhos e com eles, os demais bons jogadores sim mas não expoentes notórios.

Com o Brasil, Argentina e Portugal dispensados, de que lhes valeram então o Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo? Sem a pretensão de ditar sabedoria, esta Copa evidencia que mesmo os de renome destacado, também esses carecem daqueles que os municiam. E as seleções formatadas de repente, conquanto haja meticulosa seleção e escolha, o conjunto em si de uma equipe depende de tempo mais elástico para se aprimorar.

Ganham, em suma, as equipes e esse espírito quem demonstra e evidencia bem treinada, ostensivamente com essa preocupação, é justamente a da França. Deixou a impressão até deveras uma “equipe” com fins medidos e alcançados.

Futebol, entanto, pode daqui a pouco, por em dúvida tudo quanto aqui, sem nenhuma pretensão ou privilégio, tentou se explicar.

Isso mesmo.

Futebol não se explica.

Joga-se.

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Bernardo Campos

Bernardo Campos

Jornalista e advogado. Alma de cronista, colhe impressões das pessoas, dos fatos e dos costumes. Daqui e do mundo.

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